Visando melhorar ainda mais o trabalho, foi firmada uma parceria para a criação da Escola de Arbitragem. Dentre suas atribuições, elevar ainda mais o nível do trabalho, renovar o quadro e padronizar decisões. Para Leandro Brito, diretor geral da entidade, este é mais um grande passo.

“O Fut7 do Rio de Janeiro é referência dentro e fora do campo. E não vamos descansar por conta disso. Muito pelo contrário. Nosso nível de exigência deve ser cada vez maior. Temos um grupo de filiados que prima pela qualidade. Não é fácil. Os passos devem ser dados um de cada vez, com a certeza de que pisaremos com firmeza e avançaremos em terreno sólido”, falou Leandro.

Além de Leandro, participaram da primeira reunião Alexandre Pacheco (diretor de arbitragem da FF7RJ), Glauco Cruz (coordenador da Escola de Arbitragem) e Davi Pereira, diretor de competições da FF7RJ. Este, que milita no esporte há muitos anos, também mostrou-se satisfeito com o avanço.

“Estamos trazendo pessoas que entendem do assunto. Nossa equipe não é grande, mas é muito qualificada. Não temos curiosos participando do processo. A FF7RJ veio para ficar e vai lutar, cada vez mais, pelo crescimento e profissionalização da modalidade. Nada mais pertinente do que termos a experiência e parceria do Glauco nos trabalhos”, disse Davi.

O cronograma de atividades da Escola de Árbitros ainda está em estudo. Tão logo esteja pronto, será divulgado aos interessados.

Coordenação da Escola de Arbitragem

Para coordenar o projeto, a Federação terá o respaldo de Alexandre Pacheco, diretor de arbitragem da instituição, e a coordenação de Glauco Cruz, professor de Educação Física, com Especialização em Administração e Marketing. Com quinze anos de experiência, ele vem acompanhando o crescimento do esporte.

“Como professor, senti que existia uma lacuna no processo formativo. Comecei a pesquisar métodos de ensino de arbitragem nas melhores escolas do Brasil e do mundo, e passei a ministrar cursos anuais desde 2010. Desenvolvi uma linha didático-pedagógico que passou a ser reconhecida e elogiada pelo Brasil. Em 2014, ingressei como um dos quatro Instrutores da Escola Nacional de Oficiais de Arbitragem de Futebol 7, vinculada a CBF7, e com isso passei também a formar Instrutores de Arbitragens Estaduais”, disse Glauco.

Durante a conversa, o coordenador da Escola de Arbitragem falou de outros pontos. Veja os tópicos:

FORMAÇÃO DE ÁRBITROS

“Tenho acompanhado o crescimento do Futebol 7 desde 2010. Sendo que esse crescimento expunha uma lacuna: enquanto crescia o número de jogos e adeptos da modalidade, não existia um processo formal de formação de oficiais de arbitragem. Essa foi a lacuna que resolvemos atacar, e é exatamente essa lacuna que acho importante de estar atacando junto à Federação: A Federação cresce, e é necessário ter sempre novos árbitros oxigenando esse crescimento.”

INÍCIO NO APITO

“Comecei arbitrar Futebol 7 em 2001 nas competições de amigos de Niterói. Depois veio a Liga de Niterói e fiz parte do quadro de arbitragem. Acompanhei o crescimento do jogo!

O TRABALHO JUNTO À FEDERAÇÃO

“O trabalho é conjunto com o Diretor de Arbitragem, Alexandre Pacheco, que eu conheço de muito tempo, fato que facilita nosso entrosamento. Nossa ideia é criar uma linha de trabalho que siga desde a formação dos Oficiais até o processo contínuo de aprimoramento do árbitro que chega para apitar na categoria principal. Isso passa por estreitamento de critérios técnicos e de controle disciplinar dos jogos; normatização de procedimentos, posicionamentos, deslocamentos, gestuais.”

PARCERIA COM ALEXANDRE PACHECO

“Eu e o Alexandre tivemos uma reunião na semana passada e estabelecemos uma pauta necessária que passa por palestras, treinamentos físico-técnicos de campo, elaboração de um código de ética dos oficiais, encontros com membros do TJD da modalidade, e workshops com psicólogos para trabalhar coesão grupal, liderança, auto confiança. Futuramente, queremos implantar a figura do Técnico e Observador nos jogos, para avaliar a performance dos oficiais, buscando potencializar seu desempenho e trazer repercussão positiva para os jogos. Lógico que a implantação disso requer recursos estruturais, financeiros e de tempo também. Vamos apresentar esse plano para a Federação para saber em quanto quando poderemos viabilizar toda essa estrutura para a arbitragem.”

COMO FUNCIONA O CURSO

“O curso da EAF7 tem duração de 4 meses. Nesse período, o aspirante vivencia gradativamente o que é ser árbitro desportivo no sentido amplo da palavra. Sendo assim, ele estará imerso em discussões sobre o que é ser árbitro na realidade brasileira, com suas dificuldades e pressões; terá aulas sobre Ética e Moral Social no Esporte; Perfil do Árbitro e suas responsabilidades e temos aulas sobre fatores que limitam suas performances físicas, técnicas e psicológicas e como aprimorá-las. Tem aulas de Primeiros Socorros; Nutrição Aplicada ao Futebol 7; Psicologia Aplicada e também aula de Atendimento ao Cliente e Marketing relacional.

Depois entramos em um módulo mais específico, com Estudos das Regras Oficiais, tendo uma avaliação por semana; Treinamentos técnicos de campo; aulas sobre procedimentos da rotina do oficial antes, durante e após os Jogos; aula de súmulas e relatórios, com palestra de algum membro da Justiça Desportiva para falar sobre a Legislação Pertinente. Finalizamos o curso com testes físicos; Prática de Arbitragem em Torneio; Estágio de Observação e Estágio Prático em jogos das categorias de base. Essas duas últimas etapas já estão sendo executadas junto à Federação desde a semana passada.”

EXPECTATIVA A MÉDIO E LONGO PRAZOS

“Eu tenho uma meta e visão clara de futuro para os Oficiais formados na EAF7-RJ: tornar nossos árbitros referências nacionais na modalidade. Estar junto à FF7RJ é fundamental, pois não é possível transformar os árbitros nos melhores do Brasil, sem estar na melhor e mais disputada competição de Futebol 7 do País. Vamos apresentar o Plano de Ação para a diretoria da Federação para viabilizar os recursos e já começar a implantar os treinos e capacitações ainda esse ano.”

Glauco Cruz e os futuros árbitros estiveram na ultima rodada do Carioca Fut7 (Foto: Leonardo Santos/FF7RJ)

Glauco Cruz e os futuros árbitros estiveram na ultima rodada do Carioca Fut7 (Foto: Leonardo Santos/FF7RJ)